Neste artigo, você vai entender o que é a checagem de fatos, por que ela é vital e onde encontrar plataformas confiáveis para saber se uma notícia é real — ou apenas mais uma mentira bem contada.
A função das agências de checagem é investigar se aquilo que está circulando nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp ou até mesmo na TV é verdadeiro. Parece simples? Mas exige técnica, ética e muita responsabilidade.
Esse trabalho é chamado de fact-checking — ou checagem de fatos — e se baseia na análise criteriosa de dados públicos, fontes confiáveis e contexto. Não basta dizer “é mentira”; é preciso provar por que é.
De acordo com o Painel de Checagem de Fake News do CNJ, essas agências cumprem um papel vital na proteção da sociedade contra os danos provocados pela desinformação.
Imagine decidir seu voto com base numa mentira. Ou recusar uma vacina por conta de um boato infundado. Ou pior: participar da divulgação de conteúdos que geram medo, ódio e confusão.
“Fake news são perigosas porque têm consequências reais”, alerta o Conselho Nacional de Justiça. E é justamente por isso que as principais agências de checagem do Brasil existem: para garantir que o debate público seja baseado em fatos, e não em distorções.
Essa preocupação não é apenas nacional. O Relatório de Riscos Globais 2025, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, identificou a desinformação como o principal risco global para os próximos dois anos, apontando-a como uma ameaça concreta à convivência democrática, à confiança institucional e à paz social. Em um levantamento feito com líderes e especialistas de diferentes países, apontou que o uso estratégico de informações falsas está sendo utilizado para manipular eleições, acirrar a polarização e enfraquecer a estabilidade de governos democráticos — colocando a desinformação, inclusive, à frente de ameaças como a crise climática ou a desigualdade econômica.
Diante desse cenário, o jornalismo profissional e as agências de verificação se destacam como ferramentas indispensáveis. Por meio de apuração rigorosa e compromisso com a verdade, elas oferecem uma resposta técnica e confiável a um problema que ameaça diretamente a democracia.
Elas são, portanto, uma barreira entre a mentira e a sua decisão.
Veja a seguir algumas plataformas se destacam pela credibilidade, metodologia e impacto social. Veja quem são as protagonistas no combate à desinformação no país:
A primeira agência de fact-checking do Brasil. Criada em 2015, combina jornalismo, educação e tecnologia em iniciativas como o chatbot Lupe! e o projeto LupaEducação, que forma multiplicadores do pensamento crítico.
lupa.news
Referência em inovação, une jornalismo e inteligência artificial para desmentir boatos e narrativas enganosas. Ferramentas como o Radar Aos Fatos e o bot Fátima no WhatsApp ampliam seu alcance.
aosfatos.org
Coalizão formada por mais de 20 veículos jornalísticos brasileiros, criada em 2018 e atualmente coordenada pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Atua principalmente em períodos eleitorais, checando conteúdos suspeitos com uma metodologia colaborativa entre redações como Folha de S.Paulo, O Povo, Gazeta do Povo, Nexo e SBT News.
projetocomprova.com.br
Com linguagem acessível e foco direto, é uma das plataformas mais populares no desmonte de mentiras que viralizam. Boatos sobre saúde, política e segurança são tratados com agilidade e responsabilidade.
boatos.org
Iniciativa do portal UOL dedicada à checagem de conteúdo político, econômico e social. Atua como parceira do TSE durante eleições, reforçando a integridade das informações compartilhadas com o público.
noticias.uol.com.br/confere
Plataforma do jornal O Estado de S. Paulo, com foco em verificação de conteúdo político e cotidiano. Sua atuação tem ganhado destaque em períodos de campanhas eleitorais.
estadao.com.br/verifica
Projeto do Grupo Globo lançado em 2018, que analisa e desmente conteúdos virais com base em dados confiáveis. Também é parceira do TSE em ações de combate à desinformação.
g1.globo.com/fato-ou-fake
Iniciativa da Agência Pública de Jornalismo Investigativo voltada à verificação de falas de políticos e autoridades públicas, especialmente em contextos eleitorais. Com forte ênfase na transparência e independência jornalística, é uma das iniciativas mais antigas de fact-checking em atuação no Brasil.
apublica.org/checagem
Plataforma especializada em desmentir fake news sobre meio ambiente, clima e sustentabilidade. Criada por jornalistas e ambientalistas, foca no combate à desinformação climática e a narrativas falsas sobre políticas ambientais.
fakebook.eco.br
A Agência Senado criou um Guia Prático com orientações simples que você pode aplicar no dia a dia. Confira:
Num cenário em que a desinformação se espalha mais rápido que a verdade, as principais agências de checagem do Brasil representam uma linha de defesa sólida — mas não basta que elas existam. É preciso que cada pessoa faça sua parte.
Na próxima vez que receber aquela mensagem polêmica no grupo da família, pergunte-se: “Isso é mesmo verdade?” Depois, as dicas deste artigo e descubra por si mesmo.
]]>Segundo o Relatório de Riscos Globais 2025, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, a desinformação é hoje o principal risco para a estabilidade global nos próximos dois anos. A pesquisa envolveu mais de 1.400 especialistas e líderes internacionais e destacou a ameaça de campanhas de manipulação informacional em processos políticos e sociais.
Anteriormente, em 2023, a Unesco em parceria com a Comissão Europeia produziu Diretrizes que apontam que a alfabetização midiática é uma das estratégias mais eficazes para combater conteúdos enganosos, discursos de ódio e teorias conspiratórias. O levantamento examinou políticas públicas de 27 países da Europa e concluiu que o investimento em educação midiática promove maior resistência social à manipulação digital.
No Brasil, a discussão sobre educação midiática tem avançado principalmente por meio de iniciativas da sociedade civil e da integração ao currículo escolar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em vigor desde 2018, inclui entre suas competências gerais o domínio da cultura digital e a formação do pensamento crítico.
Um dos destaques no país é o programa EducaMídia, coordenado pelo Instituto Palavra Aberta, que já capacitou mais de 8 mil educadores em práticas pedagógicas voltadas ao letramento digital e ao combate à desinformação. O projeto oferece recursos gratuitos e cursos para professores de diferentes etapas da educação básica, com foco na produção, análise e interpretação de conteúdo midiático.
Além das escolas, o tema vem sendo incorporado a ações comunitárias, bibliotecas públicas e redes de juventude, ampliando o alcance da alfabetização midiática em diferentes contextos sociais e faixas etárias.
A compreensão de que a educação midiática deve ir além do ambiente escolar tem sido defendida por diversos especialistas. Conforme temos defendido por meio do Projeto Conecta Sapiens “a formação crítica para o uso de mídias é um direito de todos os cidadãos e precisa estar presente ao longo da vida”.
Essa abordagem contínua e intergeracional é vista como fundamental diante do fenômeno da infodemia — a sobrecarga de informações, muitas vezes falsas ou distorcidas, que dificulta a tomada de decisões conscientes, especialmente em momentos de crise sanitária, política ou climática.
Em julho de 2024, a Comissão de Direitos Humanos da ONU emitiu uma recomendação oficial incentivando os Estados-membros a adotarem políticas de educação midiática como estratégia para fortalecer a democracia e os direitos humanos. O documento ressalta a importância de programas voltados à juventude, mulheres, populações periféricas e grupos historicamente mais expostos à desinformação digital.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também já apontou, em relatórios recentes, a importância de integrar a educação midiática a políticas públicas de educação e inclusão digital, destacando os impactos positivos em habilidades cognitivas, participação cívica e resiliência democrática.
Com a ascensão de tecnologias baseadas em inteligência artificial e o aumento da polarização nas redes sociais, a educação midiática passa a ocupar um lugar central no debate sobre cidadania digital. O desenvolvimento de competências para reconhecer conteúdos manipulados, identificar fontes confiáveis e participar de forma ética no espaço público digital torna-se um diferencial não apenas individual, mas coletivo.
Especialistas reforçam que, embora o Brasil tenha dado passos importantes, ainda há desafios estruturais, como a falta de políticas públicas consolidadas e a necessidade de formação continuada para professores. Nesse contexto, a articulação entre governos, escolas, universidades, plataformas digitais e sociedade civil é vista como essencial para garantir a efetividade das ações.
Diante da complexidade do ecossistema informacional contemporâneo, a educação midiática se revela como uma ferramenta indispensável para sociedades mais críticas, participativas e informadas. Investir nessa formação, segundo especialistas, não é uma opção — é uma necessidade urgente para a preservação da democracia e da integridade das informações que circulam no cotidiano.
]]>De acordo com o Manual para Educação e Treinamento em Jornalismo, elaborado pela ONU Brasil, o jornalismo profissional é essencial para proteger o direito à informação de qualidade e para combater as fake news que afetam decisões públicas, eleições e até a saúde coletiva.
O jornalismo profissional, com o qual o portal Conecta SC é comprometido, é uma prática baseada na ética, verificação e compromisso com a verdade. Ele não é apenas um ato de publicar notícias, mas um processo técnico que exige apuração rigorosa, análise crítica, responsabilidade e transparência.
Diferente de conteúdos que viralizam sem critério, o jornalismo sério segue princípios fundamentais:
Apuração cuidadosa: verificação das informações antes da publicação;
Diversidade de fontes: ouvir todos os lados envolvidos;
Independência editorial: não se subordina a interesses políticos ou econômicos;
Transparência: explicar de onde vêm as informações e como foram obtidas;
Atualização constante: corrigir erros e manter o conteúdo relevante.
Esses elementos constroem a credibilidade, principal capital do jornalismo profissional.
Fake news não são apenas boatos inofensivos. Elas podem gerar prejuízos reais — como vimos durante a pandemia de COVID-19, quando informações falsas sobre vacinas e tratamentos causaram mortes evitáveis.
O manual da ONU Brasil ressalta que a desinformação é uma ameaça global, usada muitas vezes de forma intencional para manipular, polarizar e desestabilizar sociedades.
É aí que entra o jornalismo profissional como ferramenta de resistência democrática:
Reforça a confiança pública nas instituições;
Ajuda o cidadão a distinguir fatos de opiniões;
Desmascara conteúdos falsos com agilidade e precisão;
Funciona como filtro qualificado da realidade.
Além disso, o jornalismo ético ajuda a combater a cultura do imediatismo e da superficialidade, promovendo reflexão e profundidade no debate público.
A verdade é uma construção jornalística baseada em evidências, múltiplas fontes e checagens cruzadas. O jornalista não “opina”, ele informa com base em fatos verificáveis.
O conteúdo jornalístico impacta diretamente a vida das pessoas. Por isso, o jornalista deve atuar com responsabilidade, evitando sensacionalismo e priorizando o interesse público.
Desde a apuração até a edição, o trabalho jornalístico envolve técnicas como:
Investigação aprofundada;
Reportagens de campo;
Entrevistas com especialistas;
Análise de dados.
É fundamental que os veículos deixem claro quem escreve, como e por quê. Isso fortalece a confiança com o público e permite que os leitores avaliem a credibilidade da informação.
O documento da ONU também destaca a importância da formação continuada dos jornalistas e da educação midiática da população.
Capacita jornalistas a identificar e neutralizar conteúdos enganosos;
Ensina o uso de ferramentas de verificação (fact-checking);
Estimula a alfabetização midiática, tornando o público mais crítico e consciente;
Forma profissionais que defendem a ética em contextos polarizados.
Em um mundo hiperconectado, o alfabetismo digital se torna essencial, inclusive para que o público saiba como e por que confiar na imprensa profissional.
| Aspecto | Jornalismo Profissional | Conteúdo Amador |
|---|---|---|
| Apuração | Rigorosa, com fontes verificadas | Muitas vezes baseada em boatos |
| Ética | Compromisso com o interesse público | Pode priorizar cliques ou opinião |
| Fontes | Diversificadas e confiáveis | Frequentemente sem verificação |
| Correções | Feitas publicamente quando há erro | Raramente corrigido |
| Responsabilidade | Alta | Geralmente ausente |
O jornalismo profissional não é apenas um serviço informativo — é uma ferramenta de cidadania. Ele garante o acesso à informação de qualidade, fortalece a democracia e combate a manipulação digital.
Em tempos de fake news e polarização, valorizar o jornalismo ético e técnico é um ato de resistência. O papel da sociedade é apoiar o jornalismo sério, buscar fontes confiáveis e exigir transparência dos meios de comunicação.
Dica: Antes de compartilhar uma notícia, pergunte-se: De onde vem essa informação? Foi checada? Tem fontes confiáveis? Essas perguntas são simples, mas podem impedir que a desinformação se espalhe.
Segundo o documento da SECOM, a agenda de educação para a leitura crítica das mídias surgiu na segunda metade do século XX, inicialmente voltada para a compreensão de informações veiculadas em rádio, televisão e jornais impressos. Com o advento da internet, redes sociais e dispositivos móveis, a educação midiática passou a englobar também o consumo e a produção de conteúdos digitais, incorporando desafios como desinformação, manipulação de dados e segurança online.
O relatório destaca que, embora o ambiente digital possibilite maior diversidade de vozes, há uma crescente concentração de usuários em plataformas globais, controladas por grandes empresas. Este cenário evidencia a importância de políticas públicas que promovam a autonomia, o pensamento crítico e a cidadania digital da população brasileira.
A relevância social da educação midiática também se manifesta na proteção de grupos vulneráveis, como crianças, adolescentes e idosos, garantindo que tenham acesso seguro e ético às tecnologias digitais.
A Estratégia Brasileira de Educação Midiática é direcionada a diferentes faixas etárias, contemplando necessidades específicas:
Além disso, a Estratégia prevê o uso de inteligência artificial como ferramenta educacional, promovendo metodologias inovadoras e éticas na aprendizagem de competências digitais.
A SECOM definiu seis eixos principais que orientam a implementação da Estratégia:
O desenvolvimento da Estratégia contou com ampla participação social. Durante a consulta pública realizada entre maio e junho de 2023, foram recebidas 418 contribuições de cidadãos, organizações da sociedade civil, universidades e especialistas. Segundo a SECOM, “o processo colaborativo garantiu que a Estratégia incorporasse diversidade de experiências e realidades regionais, fortalecendo sua legitimidade e eficácia”.
A Estratégia Brasileira de Educação Midiática busca consolidar a educação digital como instrumento de transformação social. Entre os impactos previstos estão: melhoria das competências de avaliação crítica de informações, ampliação da participação cidadã digital e fortalecimento da proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.
A SECOM prevê revisão e atualização da Estratégia em 2025, incluindo diagnósticos detalhados, novas diretrizes e avaliação das metas implementadas. O objetivo é garantir que a educação midiática contribua para a construção de uma sociedade mais crítica, consciente, democrática e preparada para os desafios do mundo digital.
O estudo analisou o comportamento informativo de 604 moradores de Florianópolis e revelou um retrato detalhado das transformações no ecossistema da informação local. Em meio à fragmentação das mídias e à proliferação de conteúdos nas redes sociais, a pesquisa indica que o público ainda valoriza o jornalismo profissional, embora reconheça o distanciamento crescente entre as redações e as realidades das comunidades.
Confiança e conexão com o público
Segundo o relatório, o principal desafio do jornalismo local é “buscar melhorar a conexão com as comunidades onde atua e focar em criar confiança com o público”. Apesar de 79,5% dos entrevistados considerarem jornais e jornalistas como fontes confiáveis, o estudo mostra que familiares, amigos e influenciadores digitais passaram a ocupar espaço significativo como mediadores da informação.
Essa transição reflete a necessidade de fortalecer vínculos diretos entre veículos e leitores, com pautas que traduzam o cotidiano das cidades e ampliem a percepção de pertencimento social. De acordo com o estudo, a credibilidade do jornalismo depende da capacidade de se reconectar com as pessoas e de atender suas demandas informativas locais.
Temas que movem o interesse público
A pesquisa aponta que os temas mais valorizados pelos moradores de Florianópolis são Educação (73,9%), Cidadania e Prestação de Serviços (71,1%), Meio Ambiente (70,8%), Saúde (69%), Alimentação (63,1%) e Cultura (61,7%). Esses assuntos, diretamente relacionados ao bem-estar coletivo, são também os mais citados como carentes na cobertura jornalística.
O relatório indica “falhas na cobertura já existente”, especialmente em áreas como saúde, segurança e mobilidade urbana — temas centrais para a qualidade de vida e o exercício da cidadania. A ausência dessas pautas evidencia um descompasso entre o interesse do público e as prioridades editoriais das mídias locais.
Novos hábitos de consumo de notícias
As mudanças nos meios de acesso à informação configuram outro aspecto relevante da pesquisa. As redes sociais concentram 55,3% do consumo de notícias locais, seguidas pela televisão (25,3%), portais jornalísticos (9,9%) e rádio (2,5%). O Instagram é a principal plataforma de acesso (73,3%), superando com folga os meios tradicionais.
Mais da metade dos entrevistados afirmou recorrer também a perfis não jornalísticos, como influenciadores e páginas de humor, para se informar sobre a cidade. Essa fragmentação da informação local revela uma disputa acirrada pela atenção do público e reforça a urgência de consolidar o jornalismo como referência de credibilidade e relevância social.
O que o público valoriza nas notícias
Os resultados da UFSC demonstram que os cidadãos ainda reconhecem os fundamentos do jornalismo ético e de qualidade. Entre as características mais valorizadas estão o interesse pelo tema (89,8%), a quantidade de informações suficientes (86,7%), a clareza da linguagem (82%) e a pluralidade de pontos de vista (77,8%).
A credibilidade é o atributo mais importante para os entrevistados, citada por 96,9% como fator decisivo na escolha de um veículo. O relatório destaca que “há correspondência entre o que é valorizado pelo jornalismo acerca de si e o que é valorizado pelo público, ou seja, há um entendimento compartilhado sobre o que define uma boa notícia”.
Sustentabilidade e participação cidadã
A pesquisa também chama atenção para o problema da sustentabilidade econômica. Cerca de 68% dos entrevistados afirmaram que não estão dispostos a pagar por notícias, e apenas 8,1% aceitariam contribuir financeiramente. Apesar da resistência, parte dos respondentes apoia a discussão sobre novas formas de financiamento, como taxas municipais e políticas públicas de incentivo à mídia local.
A participação cidadã é outro ponto sensível. Embora muitos desejem uma relação mais próxima com os veículos, a maioria interage apenas por meio de compartilhamentos em redes sociais. “Melhorar o envolvimento do público com o jornalismo é fundamental para garantir informação local de qualidade”, reforça o relatório.
Um novo modelo para as notícias locais
Os pesquisadores concluem que o jornalismo local atravessa uma crise múltipla — econômica, editorial e social —, mas segue sendo indispensável à democracia e à coesão comunitária. Para enfrentar os desafios, o estudo recomenda diversificar formatos, adotar linguagens mais próximas do público e criar modelos de governança colaborativa entre jornalistas e comunidades.
Nesse contexto, iniciativas regionais como o Conecta SC ilustram caminhos possíveis para o jornalismo local ao priorizar reportagens de interesse público, dando amplo espaço a temas de interesse da população como Educação, Cidadania, Meio Ambiente e Cultura, e ao incentivar o diálogo com os leitores por meio de enquetes no Instagram, fortalecendo desta forma o papel das notícias locais como instrumento de cidadania.
Conforme deixa evidenciado o relatório da UFSC, transformar o jornalismo local é também transformar as sociabilidades e redes comunitárias que sustentam a vida democrática nas cidades.
A votação já está aberta. Os escolhidos pelo público serão divulgados em evento de premiação, que acontecerá em 13 de novembro, na capital paulista. Haverá transmissão pelo YouTube da Influency.me.
Além dos indicados que ocupam pela primeira vez essa cadeira, como Thiago Nigro | O Primo Rico (9.6 milhões de seguidores) e Mari Menezes (5.2 milhões de seguidores), outros nomes já são frequentes na premiação, como Erick Jacquin (3.8 milhões de seguidores) e Peter Jordan – Ei Nerd (3.4 milhões de seguidores).
“Essa pluralidade de perfis demonstra que o papel do influenciador vem crescendo e que a profissão pode ser de longo prazo para aqueles que buscam a profissionalização e a produção de conteúdo de qualidade. É uma honra para nós premiarmos os principais criadores do país, escolhidos com apoio do público, e esperamos que o evento seja uma ótima oportunidade para networking entre os influenciadores”, afirma Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me.
Os finalistas estão abaixo. Para votar, o site está disponível aqui.
Arte e Cultura
Beleza
Conhecimento, Ciência e Educação
DIY
Entretenimento e variedades
Família
Fitness e esporte
Games
Gastronomia
Humor
Lifestyle
Moda
Finanças
Tecnologia
Teen
Viagem
Sobre a Influency.me
Lançada em 2018, a Influency.me é especializada em Marketing de Influência. Com foco em alta performance, oferece soluções para marcas que desejam impulsionar seus resultados por meio da contratação de influenciadores digitais, conforme abaixo.
Nos últimos cinco anos, a empresa cresceu mais de 200%, finalizando 2024 com faturamento superior a R$ 11 milhões.
Muita gente não sabe, mas o número de telefone é considerado dado pessoal pela legislação brasileira. Isso significa que ele não pode ser utilizado para outras finalidades sem o seu consentimento.
Estar em um grupo do WhatsApp não dá permissão automática para contato direto. Se alguém usa seu número para iniciar uma conversa privada — especialmente para fins comerciais, políticos ou insistentes — isso pode caracterizar uso indevido de dados pessoais, conforme a LGPD.
O contato é considerado indevido ou até ilegal quando:
A pessoa nunca autorizou a conversa privada;
A abordagem tem tom de venda, cobrança, assédio ou insistência;
O grupo tinha finalidade específica (como trabalho, curso ou comunidade institucional);
O contato causa desconforto, constrangimento ou perturbação.
Nessas situações, o melhor caminho é não responder e usar os recursos de segurança do próprio aplicativo.
Bloqueie o número imediatamente.
No WhatsApp, vá em Mais > Bloquear contato. Assim, a pessoa não poderá mais te enviar mensagens nem ver sua foto de perfil.
Denuncie o contato.
O aplicativo permite denunciar mensagens como spam, assédio ou comportamento inadequado, ajudando a evitar que outras pessoas passem pela mesma situação.
Evite compartilhar dados pessoais.
Nunca envie informações como endereço, e-mail, CPF ou documentos a desconhecidos.
Alerte o administrador do grupo.
Caso o grupo tenha uma gestão clara (como um curso ou evento), informe o administrador sobre o comportamento indevido.
Em casos graves, registre ocorrência.
Se houver insistência, assédio ou ameaças, é possível fazer um boletim de ocorrência. O artigo 65 do Código Penal protege o cidadão contra a perturbação da tranquilidade.
Nem todo contato fora do grupo é negativo. Às vezes, pode haver interesse legítimo e uma abordagem respeitosa.
Por exemplo: “Oi, vi que você comentou sobre o evento no grupo, posso te mandar o link?” — nesse caso, há uma justificativa direta e clara. Ainda assim, o ideal é pedir permissão antes de iniciar a conversa privada.
Ajuste suas configurações de privacidade no WhatsApp para restringir quem pode ver sua foto, status e informações pessoais.
Participe apenas de grupos confiáveis, com regras claras e administradores ativos.
Desconfie de contatos que pedem dados pessoais ou fazem ofertas inesperadas.
Essas pequenas medidas ajudam a proteger sua privacidade e evitam incômodos futuros.
Receber mensagens indesejadas é algo que ninguém é obrigado a tolerar. A LGPD existe justamente para garantir que o uso de dados pessoais seja responsável e consentido. Se alguém pegou seu número em um grupo e te enviou mensagens sem autorização, você tem o direito de bloquear, denunciar e exigir respeito à sua privacidade.
Em tempos de hiperconexão, proteger seus dados é também proteger sua tranquilidade.
]]>De acordo com Sabrina, o marketing contemporâneo não se resume a anúncios ou publicações em redes sociais. A dinâmica de mercado exige estratégias centradas em pertencimento e autenticidade. “O caminho é ‘vender sem vender’. As pessoas não querem que você force produtos ou serviços, querem fazer parte do seu universo. A essência do novo marketing é menos venda direta e mais conexão autêntica”, afirma.
A Agência Fever, fundada em 2015, atua no Brasil e no exterior com foco no marketing médico. A empresa reúne uma equipe multidisciplinar formada por jornalistas, publicitários e designers, consolidando-se como referência na criação de posicionamentos estratégicos e elegantes. Ao longo de quase uma década de atuação, a Fever ajudou profissionais da saúde a fortalecer vínculos duradouros com seus pacientes, unindo criatividade, ética e resultados consistentes.
Uma das principais apostas para 2026 é o fortalecimento de comunidades em torno de valores e estilos de vida. Sabrina observa que não basta conquistar clientes; é necessário criar grupos participativos que se identifiquem com a marca. Iniciativas como newsletters, canais de interação em plataformas digitais e eventos presenciais reforçam vínculos e estimulam recomendações orgânicas.
O marketing de experiência também figura entre os destaques. A criação de vivências memoráveis dentro e fora do ambiente de atendimento deve se consolidar como fator de fidelização. “O que faz o paciente lembrar de você não é apenas o tratamento, mas a experiência de cuidado e atenção que ele recebe”, explica a CEO. Essa abordagem amplia a confiança e o valor percebido dos serviços prestados.
Outra tendência relevante é a utilização estratégica da inteligência artificial. Ferramentas como ChatGPT e Claude auxiliam na análise de dados e na automação de processos, mas não substituem o fator humano. “Você vai precisar de alguém que saiba comandar a ferramenta. A IA depende do conhecimento e da estratégia de quem está do outro lado”, pontua Sabrina. A tecnologia, portanto, atua como apoio, sem eliminar a necessidade de personalização.
Para 2026, a autenticidade continuará a ser determinante para diferenciação no mercado. Sabrina enfatiza que o posicionamento precisa manter coerência e sofisticação. “Não nos deixamos levar por qualquer tendência ou ferramenta que promete resultados rápidos. Nosso foco é entregar um posicionamento elegante, alinhado à essência do cliente, capaz de atrair os pacientes certos”, afirma.
Embora a Fever atue prioritariamente no segmento médico, a empresária ressalta que as tendências mapeadas têm aplicabilidade em diferentes áreas. O marketing do futuro, segundo ela, será avaliado não apenas pela visibilidade conquistada, mas pelo engajamento, pela qualidade da experiência oferecida e pela transformação de clientes em embaixadores das marcas.
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O termo “deepfake” resulta da junção das palavras deep learning (aprendizado profundo) e fake (falso). Ele se refere a vídeos manipulados com uso de técnicas avançadas de inteligência artificial que permitem substituir rostos, vozes e até gestos de pessoas reais por representações artificiais quase indistinguíveis.
De acordo com o Brookings Institution, essa tecnologia pode ser empregada de forma legítima, como em produções audiovisuais e entretenimento, mas também pode ser utilizada de maneira maliciosa, com finalidades políticas, econômicas ou criminosas. O crescimento desse recurso tem ampliado os debates sobre autenticidade digital e segurança da informação em escala global.
De acordo com reportagem do Cinco Días (El País), ferramentas de deepfake em tempo real já conseguem imitar voz e imagem de indivíduos durante videoconferências, viabilizando fraudes milionárias. Em um caso ocorrido no Reino Unido, perdas ultrapassaram 35 milhões de dólares. Projeções da TechRadar indicam que
que deepfakes de IA causarão US$ 40 bilhões em perdas até 2027.
Um estudo publicado no repositório acadêmico arXiv por Pataranutaporn e colaboradores demonstrou que vídeos de deepfake e imagens manipuladas por IA aumentam em até 2,05 vezes a formação de memórias falsas em comparação a conteúdos originais. Os participantes também relataram maior confiança nessas lembranças incorretas, o que revela um risco significativo para a preservação da memória coletiva.
Pesquisas conduzidas pela professora Viorela Dan e divulgadas na revista Journalism & Mass Communication Quarterly concluíram que vídeos de deepfake e “cheapfakes” provocaram danos substanciais à reputação de um político inocente. A investigação também apontou que abordagens jornalísticas com checagem aprofundada reduzem esses impactos.
Outro efeito identificado por especialistas é o chamado “dividendo do mentiroso”, no qual fatos reais são desacreditados como falsos. O conceito foi discutido em análises da TechRadar e do portal científico Phys.org.
Casos documentados pelo Phys.org e pela consultoria MEA Integrity mostram que vídeos de deepfake têm sido utilizados em extorsões, seja por manipulação audiovisual em chamadas de vídeo, seja por clonagem de voz em fraudes corporativas. Tais episódios reforçam a necessidade de protocolos mais robustos de autenticação digital e de segurança cibernética.
A pesquisadora Joanna Bryson alerta que a disseminação de vídeos hiper-realistas pode comprometer a capacidade de diferenciar realidade e ficção, agravando o fenômeno da pós-verdade. O Serviço Canadense de Inteligência de Segurança acrescenta que esse tipo de manipulação pode ser explorado em campanhas coordenadas de desinformação, com consequências sociais duradouras.
Relatório da União Internacional de Telecomunicações recomenda a adoção de marcas d’água digitais e padrões globais para autenticação de conteúdos audiovisuais.
O Parlamento Europeu também propôs punições rigorosas contra falsificações digitais maliciosas, enquanto no Reino Unido a pressão por regulamentação cresceu após golpes publicitários envolvendo deepfakes, de acordo com reportagem do The Guardian.
Os vídeos de deepfake representam um marco tecnológico que ultrapassa o entretenimento e impacta diretamente a confiança pública, a integridade da informação e a segurança digital. Especialistas apontam que a combinação entre regulação, desenvolvimento de ferramentas de detecção, educação midiática e padrões de transparência é a estratégia mais eficaz para enfrentar os riscos e preservar a autenticidade das informações em circulação.
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O objetivo da iniciativa é garantir que o maior número possível de cidadãos compreenda com clareza os atos do Ministério, com atenção especial a idosos, pessoas com deficiência e indivíduos com baixa escolaridade. Segundo o ministro Wolney Queiroz, “Hoje realizamos um sonho: tornar a Previdência Social mais próxima, clara e acessível para cada brasileiro e brasileira. Nossa missão é cuidar de pessoas. Quando falamos a língua do povo, a Previdência cumpre ainda melhor o seu sobrenome: ser Social”.
Nos próximos 30 dias, cada secretaria e entidade vinculada deverá apresentar ao gabinete do ministro um plano de ação detalhado, incluindo cronograma de implementação e a indicação dos responsáveis pelo cumprimento da norma. Além disso, o Ministério promoverá eventos de capacitação e disponibilizará materiais de apoio aos servidores, visando a correta aplicação da linguagem simplificada.
A Previdência Social administra atualmente mais de 40 milhões de benefícios mensais e está presente na vida de cerca de 100 milhões de brasileiros. Com a implementação da obrigatoriedade da linguagem simples, a comunicação deixa de ser apenas um meio informativo e passa a atuar como instrumento de inclusão e justiça social, reforçando o compromisso do Ministério em atender a população de forma transparente e compreensível.
Com informações da Agência GOV
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