Conecta Social https://conecta.social.br Sun, 26 Apr 2026 18:44:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://conecta.social.br/wp-content/uploads/2026/03/cropped-icone-logo-juntos-verde.png Conecta Social https://conecta.social.br 32 32 Quais as principais agências de checagem fatos no Brasil https://conecta.social.br/quais-as-principais-agencias-de-checagem-fatos-no-brasil/ https://conecta.social.br/quais-as-principais-agencias-de-checagem-fatos-no-brasil/#respond Fri, 10 Apr 2026 12:46:24 +0000 https://conecta.social.br/?p=203 Você já se perguntou quem está por trás da luta contra as fake news no Brasil? Em tempos em que a  desinformação que se espalha mais rápido que nunca, verificar os fatos virou missão essencial para proteger a verdade. E é exatamente aí que entram as principais agências de checagem do Brasil.

Neste artigo, você vai entender o que é a checagem de fatos, por que ela é vital e onde encontrar plataformas confiáveis para saber se uma notícia é real — ou apenas mais uma mentira bem contada.


O QUE FAZEM AS AGÊNCIAS DE CHECAGEM?

A função das agências de checagem é investigar se aquilo que está circulando nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp ou até mesmo na TV é verdadeiro. Parece simples? Mas exige técnica, ética e muita responsabilidade.

Esse trabalho é chamado de fact-checking — ou checagem de fatos — e se baseia na análise criteriosa de dados públicos, fontes confiáveis e contexto. Não basta dizer “é mentira”; é preciso provar por que é.

De acordo com o Painel de Checagem de Fake News do CNJ, essas agências cumprem um papel vital na proteção da sociedade contra os danos provocados pela desinformação.


POR QUE AS AGÊNCIAS DE CHECAGEM SÃO TÃO IMPORTANTES?

Imagine decidir seu voto com base numa mentira. Ou recusar uma vacina por conta de um boato infundado. Ou pior: participar da divulgação de conteúdos que geram medo, ódio e confusão.

“Fake news são perigosas porque têm consequências reais”, alerta o Conselho Nacional de Justiça. E é justamente por isso que as principais agências de checagem do Brasil existem: para garantir que o debate público seja baseado em fatos, e não em distorções.

Essa preocupação não é apenas nacional. O Relatório de Riscos Globais 2025, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, identificou a desinformação como o principal risco global para os próximos dois anos, apontando-a como uma ameaça concreta à convivência democrática, à confiança institucional e à paz social. Em um levantamento feito com líderes e especialistas de diferentes países, apontou que o uso estratégico de informações falsas está sendo utilizado para manipular eleições, acirrar a polarização e enfraquecer a estabilidade de governos democráticos — colocando a desinformação, inclusive, à frente de ameaças como a crise climática ou a desigualdade econômica.

Diante desse cenário, o jornalismo profissional e as agências de verificação se destacam como ferramentas indispensáveis. Por meio de apuração rigorosa e compromisso com a verdade, elas oferecem uma resposta técnica e confiável a um problema que ameaça diretamente a democracia.

Elas são, portanto, uma barreira entre a mentira e a sua decisão.


CONHEÇA AS PRINCIPAIS AGÊNCIAS DE CHECAGEM DO BRASIL

Veja a seguir algumas plataformas se destacam pela credibilidade, metodologia e impacto social. Veja quem são as protagonistas no combate à desinformação no país:

AGÊNCIA LUPA

A primeira agência de fact-checking do Brasil. Criada em 2015, combina jornalismo, educação e tecnologia em iniciativas como o chatbot Lupe! e o projeto LupaEducação, que forma multiplicadores do pensamento crítico.
🔗 lupa.news

AGÊNCIA AOS FATOS

Referência em inovação, une jornalismo e inteligência artificial para desmentir boatos e narrativas enganosas. Ferramentas como o Radar Aos Fatos e o bot Fátima no WhatsApp ampliam seu alcance.
🔗 aosfatos.org

PROJETO COMPROVA

Coalizão formada por mais de 20 veículos jornalísticos brasileiros, criada em 2018 e atualmente coordenada pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Atua principalmente em períodos eleitorais, checando conteúdos suspeitos com uma metodologia colaborativa entre redações como Folha de S.Paulo, O Povo, Gazeta do Povo, Nexo e SBT News.
🔗 projetocomprova.com.br

BOATOS.ORG

Com linguagem acessível e foco direto, é uma das plataformas mais populares no desmonte de mentiras que viralizam. Boatos sobre saúde, política e segurança são tratados com agilidade e responsabilidade.
🔗 boatos.org

UOL CONFERE

Iniciativa do portal UOL dedicada à checagem de conteúdo político, econômico e social. Atua como parceira do TSE durante eleições, reforçando a integridade das informações compartilhadas com o público.
🔗 noticias.uol.com.br/confere

ESTADÃO VERIFICA

Plataforma do jornal O Estado de S. Paulo, com foco em verificação de conteúdo político e cotidiano. Sua atuação tem ganhado destaque em períodos de campanhas eleitorais.
🔗 estadao.com.br/verifica

G1 – FATO OU FAKE

Projeto do Grupo Globo lançado em 2018, que analisa e desmente conteúdos virais com base em dados confiáveis. Também é parceira do TSE em ações de combate à desinformação.
🔗 g1.globo.com/fato-ou-fake

TRUCO – AGÊNCIA PÚBLICA

Iniciativa da Agência Pública de Jornalismo Investigativo voltada à verificação de falas de políticos e autoridades públicas, especialmente em contextos eleitorais. Com forte ênfase na transparência e independência jornalística, é uma das iniciativas mais antigas de fact-checking em atuação no Brasil.
🔗 apublica.org/checagem

FAKEBOOK.ECO

Plataforma especializada em desmentir fake news sobre meio ambiente, clima e sustentabilidade. Criada por jornalistas e ambientalistas, foca no combate à desinformação climática e a narrativas falsas sobre políticas ambientais.
🔗 fakebook.eco.br


COMO IDENTIFICAR UMA NOTÍCIA FALSA? GUIA RÁPIDO DA AGÊNCIA SENADO

Agência Senado criou um Guia Prático com orientações simples que você pode aplicar no dia a dia. Confira:

  • Veja se os títulos apelam para o exagero e abusam de recurso visuais, como negrito, letra maiúscula e pontos de exclamação
  • Preste atenção no texto. Geralmente notícia falsa tem erros de ortografia concordância ou lógica
  • Veja se a mensagem estimula o compartilhamento rápido, sem pensar
  • Pesquise se a notícia foi divulgada em outro veículo de comunicação
  • Quem é o autor? Quem enviou?
  • Pesquise se a pessoa realmente existe e se é de confiança
  • O texto possui uma fonte ou referência confiável?
  • Se você tiver dúvida sobre a mensagem, não compartilhe

A RESPONSABILIDADE DE COMPARTILHAR COM CONSCIÊNCIA

Num cenário em que a desinformação se espalha mais rápido que a verdade, as principais agências de checagem do Brasil representam uma linha de defesa sólida — mas não basta que elas existam. É preciso que cada pessoa faça sua parte.

Na próxima vez que receber aquela mensagem polêmica no grupo da família, pergunte-se: “Isso é mesmo verdade?” Depois, as dicas deste artigo e descubra por si mesmo.

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A educação midiática é uma resposta eficaz à desinformação https://conecta.social.br/a-educacao-midiatica-e-uma-resposta-eficaz-a-desinformacao/ https://conecta.social.br/a-educacao-midiatica-e-uma-resposta-eficaz-a-desinformacao/#respond Fri, 10 Apr 2026 12:43:37 +0000 https://conecta.social.br/?p=200 A educação midiática tem se consolidado como uma resposta urgente aos desafios provocados pela crescente circulação de desinformação no ambiente digital. O conceito, promovido pela Unesco, refere-se ao desenvolvimento de competências para acessar, avaliar, produzir e compartilhar informações de forma crítica, ética e consciente.


IMPACTOS DA DESINFORMAÇÃO EXIGEM RESPOSTAS EDUCACIONAIS

Segundo o Relatório de Riscos Globais 2025, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, a desinformação é hoje o principal risco para a estabilidade global nos próximos dois anos. A pesquisa envolveu mais de 1.400 especialistas e líderes internacionais e destacou a ameaça de campanhas de manipulação informacional em processos políticos e sociais.

Anteriormente, em 2023, a Unesco em parceria com a Comissão Europeia produziu Diretrizes que apontam que a alfabetização midiática é uma das estratégias mais eficazes para combater conteúdos enganosos, discursos de ódio e teorias conspiratórias. O levantamento examinou políticas públicas de 27 países da Europa e concluiu que o investimento em educação midiática promove maior resistência social à manipulação digital.

AVANÇOS NO BRASIL: EDUCAÇÃO MIDIÁTICA CHEGA ÀS ESCOLAS

No Brasil, a discussão sobre educação midiática tem avançado principalmente por meio de iniciativas da sociedade civil e da integração ao currículo escolar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em vigor desde 2018, inclui entre suas competências gerais o domínio da cultura digital e a formação do pensamento crítico.

Um dos destaques no país é o programa EducaMídia, coordenado pelo Instituto Palavra Aberta, que já capacitou mais de 8 mil educadores em práticas pedagógicas voltadas ao letramento digital e ao combate à desinformação. O projeto oferece recursos gratuitos e cursos para professores de diferentes etapas da educação básica, com foco na produção, análise e interpretação de conteúdo midiático.

Além das escolas, o tema vem sendo incorporado a ações comunitárias, bibliotecas públicas e redes de juventude, ampliando o alcance da alfabetização midiática em diferentes contextos sociais e faixas etárias.

EDUCAÇÃO MIDIÁTICA PRECISA ACONTECER AO LONGO DA VIDA

A compreensão de que a educação midiática deve ir além do ambiente escolar tem sido defendida por diversos especialistas. Conforme temos defendido por meio do Projeto Conecta Sapiens “a formação crítica para o uso de mídias é um direito de todos os cidadãos e precisa estar presente ao longo da vida”.

Essa abordagem contínua e intergeracional é vista como fundamental diante do fenômeno da infodemia — a sobrecarga de informações, muitas vezes falsas ou distorcidas, que dificulta a tomada de decisões conscientes, especialmente em momentos de crise sanitária, política ou climática.

ORGANISMOS INTERNACIONAIS RECOMENDAM POLÍTICAS PÚBLICAS DE ALFABETIZAÇÃO MIDIÁTICA

Em julho de 2024, a Comissão de Direitos Humanos da ONU emitiu uma recomendação oficial incentivando os Estados-membros a adotarem políticas de educação midiática como estratégia para fortalecer a democracia e os direitos humanos. O documento ressalta a importância de programas voltados à juventude, mulheres, populações periféricas e grupos historicamente mais expostos à desinformação digital.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também já apontou, em relatórios recentes, a importância de integrar a educação midiática a políticas públicas de educação e inclusão digital, destacando os impactos positivos em habilidades cognitivas, participação cívica e resiliência democrática.

A EDUCAÇÃO MIDIÁTICA COMO PILAR DA CIDADANIA DIGITAL

Com a ascensão de tecnologias baseadas em inteligência artificial e o aumento da polarização nas redes sociais, a educação midiática passa a ocupar um lugar central no debate sobre cidadania digital. O desenvolvimento de competências para reconhecer conteúdos manipulados, identificar fontes confiáveis e participar de forma ética no espaço público digital torna-se um diferencial não apenas individual, mas coletivo.

Especialistas reforçam que, embora o Brasil tenha dado passos importantes, ainda há desafios estruturais, como a falta de políticas públicas consolidadas e a necessidade de formação continuada para professores. Nesse contexto, a articulação entre governos, escolas, universidades, plataformas digitais e sociedade civil é vista como essencial para garantir a efetividade das ações.

FORMAÇÃO CRÍTICA PARA UM MUNDO CONECTADO

Diante da complexidade do ecossistema informacional contemporâneo, a educação midiática se revela como uma ferramenta indispensável para sociedades mais críticas, participativas e informadas. Investir nessa formação, segundo especialistas, não é uma opção — é uma necessidade urgente para a preservação da democracia e da integridade das informações que circulam no cotidiano.

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O papel do jornalismo profissional no combate à desinformação https://conecta.social.br/o-papel-do-jornalismo-profissional-no-combate-a-desinformacao/ https://conecta.social.br/o-papel-do-jornalismo-profissional-no-combate-a-desinformacao/#respond Fri, 10 Apr 2026 12:40:26 +0000 https://conecta.social.br/?p=197 Vivemos na era da informação — mas também na era da desinformação. Com a popularização das redes sociais e a facilidade de compartilhar conteúdos, tornou-se comum a circulação de notícias falsas, distorcidas ou sensacionalistas. Nesse cenário desafiador, o jornalismo profissional, ressurge como um farol de credibilidade e responsabilidade social.

De acordo com o Manual para Educação e Treinamento em Jornalismo, elaborado pela ONU Brasil, o jornalismo profissional é essencial para proteger o direito à informação de qualidade e para combater as fake news que afetam decisões públicas, eleições e até a saúde coletiva.


O que é o jornalismo profissional, de acordo com o manual da ONU?

Conceito e prática

O jornalismo profissional, com o qual o portal Conecta SC é comprometido, é uma prática baseada na ética, verificação e compromisso com a verdade. Ele não é apenas um ato de publicar notícias, mas um processo técnico que exige apuração rigorosa, análise crítica, responsabilidade e transparência.

Diferente de conteúdos que viralizam sem critério, o jornalismo sério segue princípios fundamentais:

  • Apuração cuidadosa: verificação das informações antes da publicação;

  • Diversidade de fontes: ouvir todos os lados envolvidos;

  • Independência editorial: não se subordina a interesses políticos ou econômicos;

  • Transparência: explicar de onde vêm as informações e como foram obtidas;

  • Atualização constante: corrigir erros e manter o conteúdo relevante.

Esses elementos constroem a credibilidade, principal capital do jornalismo profissional.


Por que o jornalismo profissional é importante no combate à desinformação?

Fake news: uma ameaça real

Fake news não são apenas boatos inofensivos. Elas podem gerar prejuízos reais — como vimos durante a pandemia de COVID-19, quando informações falsas sobre vacinas e tratamentos causaram mortes evitáveis.

O manual da ONU Brasil ressalta que a desinformação é uma ameaça global, usada muitas vezes de forma intencional para manipular, polarizar e desestabilizar sociedades.

O papel do jornalismo

É aí que entra o jornalismo profissional como ferramenta de resistência democrática:

  • Reforça a confiança pública nas instituições;

  • Ajuda o cidadão a distinguir fatos de opiniões;

  • Desmascara conteúdos falsos com agilidade e precisão;

  • Funciona como filtro qualificado da realidade.

Além disso, o jornalismo ético ajuda a combater a cultura do imediatismo e da superficialidade, promovendo reflexão e profundidade no debate público.


Características-chave do jornalismo profissional

1. Compromisso com a verdade

A verdade é uma construção jornalística baseada em evidências, múltiplas fontes e checagens cruzadas. O jornalista não “opina”, ele informa com base em fatos verificáveis.

2. Responsabilidade social

O conteúdo jornalístico impacta diretamente a vida das pessoas. Por isso, o jornalista deve atuar com responsabilidade, evitando sensacionalismo e priorizando o interesse público.

3. Rigor técnico

Desde a apuração até a edição, o trabalho jornalístico envolve técnicas como:

  • Investigação aprofundada;

  • Reportagens de campo;

  • Entrevistas com especialistas;

  • Análise de dados.

4. Transparência editorial

É fundamental que os veículos deixem claro quem escreve, como e por quê. Isso fortalece a confiança com o público e permite que os leitores avaliem a credibilidade da informação.


Educação jornalística: formação para a qualidade

O documento da ONU também destaca a importância da formação continuada dos jornalistas e da educação midiática da população.

Por que investir em educação jornalística?

  • Capacita jornalistas a identificar e neutralizar conteúdos enganosos;

  • Ensina o uso de ferramentas de verificação (fact-checking);

  • Estimula a alfabetização midiática, tornando o público mais crítico e consciente;

  • Forma profissionais que defendem a ética em contextos polarizados.

Em um mundo hiperconectado, o alfabetismo digital se torna essencial, inclusive para que o público saiba como e por que confiar na imprensa profissional.


Jornalismo profissional vs. conteúdo amador: quais as diferenças?

Aspecto Jornalismo Profissional Conteúdo Amador
Apuração Rigorosa, com fontes verificadas Muitas vezes baseada em boatos
Ética Compromisso com o interesse público Pode priorizar cliques ou opinião
Fontes Diversificadas e confiáveis Frequentemente sem verificação
Correções Feitas publicamente quando há erro Raramente corrigido
Responsabilidade Alta Geralmente ausente

Por uma sociedade informada e consciente

O jornalismo profissional não é apenas um serviço informativo — é uma ferramenta de cidadania. Ele garante o acesso à informação de qualidade, fortalece a democracia e combate a manipulação digital.

Em tempos de fake news e polarização, valorizar o jornalismo ético e técnico é um ato de resistência. O papel da sociedade é apoiar o jornalismo sério, buscar fontes confiáveis e exigir transparência dos meios de comunicação.

📌 Dica: Antes de compartilhar uma notícia, pergunte-se: De onde vem essa informação? Foi checada? Tem fontes confiáveis? Essas perguntas são simples, mas podem impedir que a desinformação se espalhe.

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Estratégia Brasileira de Educação Midiática busca fortalecer competências digitais da população https://conecta.social.br/estrategia-brasileira-de-educacao-midiatica-busca-fortalecer-competencias-digitais-da-populacao/ https://conecta.social.br/estrategia-brasileira-de-educacao-midiatica-busca-fortalecer-competencias-digitais-da-populacao/#respond Thu, 16 Oct 2025 17:41:47 +0000 https://comunicasapiens.com.br/?p=27 A educação midiática tornou-se prioridade no Brasil com a implementação da Estratégia Brasileira de Educação Midiática, desenvolvida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDIGI) (SECOM, 2023). A iniciativa tem como objetivo central promover o desenvolvimento de competências críticas, analíticas e criativas da população no uso de mídias digitais, visando ampliar a capacidade de interpretação, produção e compartilhamento consciente de informações.

Contexto histórico e relevância social

Segundo o documento da SECOM, a agenda de educação para a leitura crítica das mídias surgiu na segunda metade do século XX, inicialmente voltada para a compreensão de informações veiculadas em rádio, televisão e jornais impressos. Com o advento da internet, redes sociais e dispositivos móveis, a educação midiática passou a englobar também o consumo e a produção de conteúdos digitais, incorporando desafios como desinformação, manipulação de dados e segurança online.

O relatório destaca que, embora o ambiente digital possibilite maior diversidade de vozes, há uma crescente concentração de usuários em plataformas globais, controladas por grandes empresas. Este cenário evidencia a importância de políticas públicas que promovam a autonomia, o pensamento crítico e a cidadania digital da população brasileira.

A relevância social da educação midiática também se manifesta na proteção de grupos vulneráveis, como crianças, adolescentes e idosos, garantindo que tenham acesso seguro e ético às tecnologias digitais.

Público-alvo e estratégias de implementação

A Estratégia Brasileira de Educação Midiática é direcionada a diferentes faixas etárias, contemplando necessidades específicas:

  • Crianças e adolescentes: foco em alfabetização digital, segurança online, uso consciente de dispositivos e desenvolvimento de habilidades críticas para identificar informações falsas e manipulação de conteúdos.
  • Adultos: capacitação em análise de informações digitais, combate à desinformação e uso responsável de redes sociais, contribuindo para a inclusão digital e cidadania plena.
  • Idosos: estímulo à familiarização com ferramentas digitais e compreensão dos riscos e oportunidades do ambiente online.

Além disso, a Estratégia prevê o uso de inteligência artificial como ferramenta educacional, promovendo metodologias inovadoras e éticas na aprendizagem de competências digitais.

Estrutura e eixos de atuação

A SECOM definiu seis eixos principais que orientam a implementação da Estratégia:

  1. Educação midiática na educação básica: integração de conteúdos digitais aos currículos escolares, visando o desenvolvimento de competências de análise crítica e produção responsável de conteúdos.
  2. Formação de profissionais e multiplicadores: capacitação contínua de professores, educadores e agentes comunitários para aplicar metodologias de educação midiática.
  3. Parcerias com sociedade civil, academia e iniciativa privada: fortalecimento de redes colaborativas que compartilhem boas práticas e promovam inovação educacional.
  4. Campanhas educativas: iniciativas de conscientização sobre o uso responsável das mídias, desinformação e saúde digital.
  5. Uso consciente de telas por crianças e adolescentes: promoção de hábitos equilibrados de consumo digital e estímulo a práticas seguras online.
  6. Participação social: incentivo à cidadania digital e à inclusão de grupos historicamente marginalizados, garantindo acesso a ferramentas de análise crítica e participação ativa na sociedade.

Consulta pública e transparência

O desenvolvimento da Estratégia contou com ampla participação social. Durante a consulta pública realizada entre maio e junho de 2023, foram recebidas 418 contribuições de cidadãos, organizações da sociedade civil, universidades e especialistas. Segundo a SECOM, “o processo colaborativo garantiu que a Estratégia incorporasse diversidade de experiências e realidades regionais, fortalecendo sua legitimidade e eficácia”.

Impactos esperados e perspectivas futuras

A Estratégia Brasileira de Educação Midiática busca consolidar a educação digital como instrumento de transformação social. Entre os impactos previstos estão: melhoria das competências de avaliação crítica de informações, ampliação da participação cidadã digital e fortalecimento da proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

A SECOM prevê revisão e atualização da Estratégia em 2025, incluindo diagnósticos detalhados, novas diretrizes e avaliação das metas implementadas. O objetivo é garantir que a educação midiática contribua para a construção de uma sociedade mais crítica, consciente, democrática e preparada para os desafios do mundo digital.

Referências

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Pesquisa revela mudanças no consumo de notícias locais https://conecta.social.br/321914-pesquisa-revela-mudancas-no-consumo-de-noticias-locais/ Wed, 15 Oct 2025 17:13:50 +0000 https://conectasc.com.br/2025/10/15/321914-pesquisa-revela-mudancas-no-consumo-de-noticias-locais/ O consumo de notícias locais segue sendo um pilar essencial para a democracia e a coesão social nas cidades, mas enfrenta uma crise estrutural que ameaça sua sustentabilidade e seu vínculo com as comunidades. É o que revela o relatório “O QUE CONECTA OS PÚBLICOS AO JORNALISMO LOCAL; Hábitos, interesses, sustentabilidade, engajamento e participação em Florianópolis”, desenvolvido pelo LocalJor, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com apoio da FAPESC e do CNPq.

O estudo analisou o comportamento informativo de 604 moradores de Florianópolis e revelou um retrato detalhado das transformações no ecossistema da informação local. Em meio à fragmentação das mídias e à proliferação de conteúdos nas redes sociais, a pesquisa indica que o público ainda valoriza o jornalismo profissional, embora reconheça o distanciamento crescente entre as redações e as realidades das comunidades.

Confiança e conexão com o público

Segundo o relatório, o principal desafio do jornalismo local é “buscar melhorar a conexão com as comunidades onde atua e focar em criar confiança com o público”. Apesar de 79,5% dos entrevistados considerarem jornais e jornalistas como fontes confiáveis, o estudo mostra que familiares, amigos e influenciadores digitais passaram a ocupar espaço significativo como mediadores da informação.

Essa transição reflete a necessidade de fortalecer vínculos diretos entre veículos e leitores, com pautas que traduzam o cotidiano das cidades e ampliem a percepção de pertencimento social. De acordo com o estudo, a credibilidade do jornalismo depende da capacidade de se reconectar com as pessoas e de atender suas demandas informativas locais.

Temas que movem o interesse público

A pesquisa aponta que os temas mais valorizados pelos moradores de Florianópolis são Educação (73,9%), Cidadania e Prestação de Serviços (71,1%), Meio Ambiente (70,8%), Saúde (69%), Alimentação (63,1%) e Cultura (61,7%). Esses assuntos, diretamente relacionados ao bem-estar coletivo, são também os mais citados como carentes na cobertura jornalística.

O relatório indica “falhas na cobertura já existente”, especialmente em áreas como saúde, segurança e mobilidade urbana — temas centrais para a qualidade de vida e o exercício da cidadania. A ausência dessas pautas evidencia um descompasso entre o interesse do público e as prioridades editoriais das mídias locais.

Novos hábitos de consumo de notícias

As mudanças nos meios de acesso à informação configuram outro aspecto relevante da pesquisa. As redes sociais concentram 55,3% do consumo de notícias locais, seguidas pela televisão (25,3%), portais jornalísticos (9,9%) e rádio (2,5%). O Instagram é a principal plataforma de acesso (73,3%), superando com folga os meios tradicionais.

Mais da metade dos entrevistados afirmou recorrer também a perfis não jornalísticos, como influenciadores e páginas de humor, para se informar sobre a cidade. Essa fragmentação da informação local revela uma disputa acirrada pela atenção do público e reforça a urgência de consolidar o jornalismo como referência de credibilidade e relevância social.

O que o público valoriza nas notícias

Os resultados da UFSC demonstram que os cidadãos ainda reconhecem os fundamentos do jornalismo ético e de qualidade. Entre as características mais valorizadas estão o interesse pelo tema (89,8%), a quantidade de informações suficientes (86,7%), a clareza da linguagem (82%) e a pluralidade de pontos de vista (77,8%).

A credibilidade é o atributo mais importante para os entrevistados, citada por 96,9% como fator decisivo na escolha de um veículo. O relatório destaca que “há correspondência entre o que é valorizado pelo jornalismo acerca de si e o que é valorizado pelo público, ou seja, há um entendimento compartilhado sobre o que define uma boa notícia”.

Sustentabilidade e participação cidadã

A pesquisa também chama atenção para o problema da sustentabilidade econômica. Cerca de 68% dos entrevistados afirmaram que não estão dispostos a pagar por notícias, e apenas 8,1% aceitariam contribuir financeiramente. Apesar da resistência, parte dos respondentes apoia a discussão sobre novas formas de financiamento, como taxas municipais e políticas públicas de incentivo à mídia local.

A participação cidadã é outro ponto sensível. Embora muitos desejem uma relação mais próxima com os veículos, a maioria interage apenas por meio de compartilhamentos em redes sociais. “Melhorar o envolvimento do público com o jornalismo é fundamental para garantir informação local de qualidade”, reforça o relatório.

Um novo modelo para as notícias locais

Os pesquisadores concluem que o jornalismo local atravessa uma crise múltipla — econômica, editorial e social —, mas segue sendo indispensável à democracia e à coesão comunitária. Para enfrentar os desafios, o estudo recomenda diversificar formatos, adotar linguagens mais próximas do público e criar modelos de governança colaborativa entre jornalistas e comunidades.

Nesse contexto, iniciativas regionais como o Conecta SC ilustram caminhos possíveis para o jornalismo local ao priorizar reportagens de interesse público, dando amplo espaço a temas de interesse da população como Educação, Cidadania, Meio Ambiente e Cultura, e ao incentivar o diálogo com os leitores por meio de enquetes no Instagram, fortalecendo desta forma o papel das notícias locais como instrumento de cidadania.

Conforme deixa evidenciado o relatório da UFSC, transformar o jornalismo local é também transformar as sociabilidades e redes comunitárias que sustentam a vida democrática nas cidades.

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Oscar da Influência Digital revela finalistas da edição 2025 https://conecta.social.br/322085-oscar-da-influencia-digital-revela-finalistas-da-edicao-2025/ Wed, 15 Oct 2025 13:18:07 +0000 https://conectasc.com.br/2025/10/15/322085-oscar-da-influencia-digital-revela-finalistas-da-edicao-2025/ O Prêmio Influency.me, considerado “Oscar da Influência Digital” no Brasil, anuncia os criadores que avançam para a fase final da premiação. Em 16 categorias, foram classificados pelo público os três principais influenciadores, que agora seguem para votação popular.

A votação já está aberta. Os escolhidos pelo público serão divulgados em evento de premiação, que acontecerá em 13 de novembro, na capital paulista. Haverá transmissão pelo YouTube da Influency.me.

Além dos indicados que ocupam pela primeira vez essa cadeira, como Thiago Nigro | O Primo Rico (9.6 milhões de seguidores) e Mari Menezes (5.2 milhões de seguidores), outros nomes já são frequentes na premiação, como Erick Jacquin (3.8 milhões de seguidores) e Peter Jordan – Ei Nerd (3.4 milhões de seguidores).

“Essa pluralidade de perfis demonstra que o papel do influenciador vem crescendo e que a profissão pode ser de longo prazo para aqueles que buscam a profissionalização e a produção de conteúdo de qualidade. É uma honra para nós premiarmos os principais criadores do país, escolhidos com apoio do público, e esperamos que o evento seja uma ótima oportunidade para networking entre os influenciadores”, afirma Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me.

Os finalistas estão abaixo. Para votar, o site está disponível aqui.

Arte e Cultura

 

Beleza

Conhecimento, Ciência e Educação

 

DIY

Entretenimento e variedades

Família

 

Fitness e esporte

Games

 

Gastronomia

Humor

Lifestyle

Moda

Finanças

Tecnologia

Teen

Viagem

 

Sobre a Influency.me

Lançada em 2018, a Influency.me  é especializada em Marketing de Influência. Com foco em alta performance, oferece soluções para marcas que desejam impulsionar seus resultados por meio da contratação de influenciadores digitais, conforme abaixo.

  • Influency.me Studio: plataforma para gestão de campanhas com influenciadores digitais. Com mais de 8 milhões de influenciadores registrados, auxilia marcas e agências a recrutarem influenciadores, executar e monitorar campanhas de forma a maximizar seus resultados;
  • Influency.me House: agência de influencer marketing, que conta com time especialista na gestão completa de campanhas para empresas de todos os portes e segmentos seguindo processos e metodologias que também apoiam marcas a maximizar seus resultados;
  • Influency.me Stars: agência de talentos da Influency.me. Conta com casting exclusivo de influenciadores digitais, selecionados mediante entrega de resultados excepcionais às marcas.

Nos últimos cinco anos, a empresa cresceu mais de 200%, finalizando 2024 com faturamento superior a R$ 11 milhões.

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O que fazer quando receber um contato indesejado via WhatsApp de alguém que pegou seu número em um grupo? https://conecta.social.br/o-que-fazer-quando-receber-um-contato-indesejado-via-whatsapp-de-alguem-que-pegou-seu-numero-em-um-grupo/ Fri, 10 Oct 2025 17:46:49 +0000 https://conectasc.com.br/?p=114399 Participar de grupos no WhatsApp é algo comum no dia a dia — seja para trabalho, estudos, comunidades locais ou eventos. Mas e quando alguém do grupo decide mandar mensagem privada sem sua permissão? Essa situação é mais comum do que parece e pode gerar desconforto. A boa notícia é que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) garante seus direitos de privacidade, mesmo dentro do aplicativo.


O SEU NÚMERO É UM DADO PESSOAL PROTEGIDO PELA LEI

Muita gente não sabe, mas o número de telefone é considerado dado pessoal pela legislação brasileira. Isso significa que ele não pode ser utilizado para outras finalidades sem o seu consentimento.

Estar em um grupo do WhatsApp não dá permissão automática para contato direto. Se alguém usa seu número para iniciar uma conversa privada — especialmente para fins comerciais, políticos ou insistentes — isso pode caracterizar uso indevido de dados pessoais, conforme a LGPD.


QUANDO O CONTATO SE TORNA INDEVIDO OU ABUSIVO

O contato é considerado indevido ou até ilegal quando:

  • A pessoa nunca autorizou a conversa privada;

  • A abordagem tem tom de venda, cobrança, assédio ou insistência;

  • O grupo tinha finalidade específica (como trabalho, curso ou comunidade institucional);

  • O contato causa desconforto, constrangimento ou perturbação.

Nessas situações, o melhor caminho é não responder e usar os recursos de segurança do próprio aplicativo.


COMO REAGIR A UM CONTATO INDESEJADO VIA WHATSAPP

  1. Bloqueie o número imediatamente.
    No WhatsApp, vá em Mais > Bloquear contato. Assim, a pessoa não poderá mais te enviar mensagens nem ver sua foto de perfil.

  2. Denuncie o contato.
    O aplicativo permite denunciar mensagens como spam, assédio ou comportamento inadequado, ajudando a evitar que outras pessoas passem pela mesma situação.

  3. Evite compartilhar dados pessoais.
    Nunca envie informações como endereço, e-mail, CPF ou documentos a desconhecidos.

  4. Alerte o administrador do grupo.
    Caso o grupo tenha uma gestão clara (como um curso ou evento), informe o administrador sobre o comportamento indevido.

  5. Em casos graves, registre ocorrência.
    Se houver insistência, assédio ou ameaças, é possível fazer um boletim de ocorrência. O artigo 65 do Código Penal protege o cidadão contra a perturbação da tranquilidade.


QUANDO O CONTATO PODE SER ACEITÁVEL

Nem todo contato fora do grupo é negativo. Às vezes, pode haver interesse legítimo e uma abordagem respeitosa.
Por exemplo: “Oi, vi que você comentou sobre o evento no grupo, posso te mandar o link?” — nesse caso, há uma justificativa direta e clara. Ainda assim, o ideal é pedir permissão antes de iniciar a conversa privada.


COMO EVITAR QUE ISSO ACONTEÇA NOVAMENTE

  • Ajuste suas configurações de privacidade no WhatsApp para restringir quem pode ver sua foto, status e informações pessoais.

  • Participe apenas de grupos confiáveis, com regras claras e administradores ativos.

  • Desconfie de contatos que pedem dados pessoais ou fazem ofertas inesperadas.

Essas pequenas medidas ajudam a proteger sua privacidade e evitam incômodos futuros.


PRIVACIDADE DIGITAL É UM DIREITO

Receber mensagens indesejadas é algo que ninguém é obrigado a tolerar. A LGPD existe justamente para garantir que o uso de dados pessoais seja responsável e consentido. Se alguém pegou seu número em um grupo e te enviou mensagens sem autorização, você tem o direito de bloquear, denunciar e exigir respeito à sua privacidade.

Em tempos de hiperconexão, proteger seus dados é também proteger sua tranquilidade.

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Tendências de marketing para 2026 destacam a importância da conexão autêntica com clientes https://conecta.social.br/tendencias-de-marketing-para-2026conexao-autentica-com-clientes/ Sun, 28 Sep 2025 11:35:17 +0000 https://conectasc.com.br/?p=112232 As tendências de marketing para 2026 apontam para uma transformação significativa no relacionamento entre marcas e consumidores, segundo análise de Sabrina Isabela da Rosa, CEO da Agência Fever. A especialista destaca que o próximo ano será marcado por uma mudança de foco: menos venda direta e mais conexão autêntica com o público.

NOVO CENÁRIO DO MARKETING

De acordo com Sabrina, o marketing contemporâneo não se resume a anúncios ou publicações em redes sociais. A dinâmica de mercado exige estratégias centradas em pertencimento e autenticidade. “O caminho é ‘vender sem vender’. As pessoas não querem que você force produtos ou serviços, querem fazer parte do seu universo. A essência do novo marketing é menos venda direta e mais conexão autêntica”, afirma.

A Agência Fever, fundada em 2015, atua no Brasil e no exterior com foco no marketing médico. A empresa reúne uma equipe multidisciplinar formada por jornalistas, publicitários e designers, consolidando-se como referência na criação de posicionamentos estratégicos e elegantes. Ao longo de quase uma década de atuação, a Fever ajudou profissionais da saúde a fortalecer vínculos duradouros com seus pacientes, unindo criatividade, ética e resultados consistentes.

COMUNIDADES ENGAJADAS

Uma das principais apostas para 2026 é o fortalecimento de comunidades em torno de valores e estilos de vida. Sabrina observa que não basta conquistar clientes; é necessário criar grupos participativos que se identifiquem com a marca. Iniciativas como newsletters, canais de interação em plataformas digitais e eventos presenciais reforçam vínculos e estimulam recomendações orgânicas.

EXPERIÊNCIA COMO DIFERENCIAL

O marketing de experiência também figura entre os destaques. A criação de vivências memoráveis dentro e fora do ambiente de atendimento deve se consolidar como fator de fidelização. “O que faz o paciente lembrar de você não é apenas o tratamento, mas a experiência de cuidado e atenção que ele recebe”, explica a CEO. Essa abordagem amplia a confiança e o valor percebido dos serviços prestados.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO ALIADA

Outra tendência relevante é a utilização estratégica da inteligência artificial. Ferramentas como ChatGPT e Claude auxiliam na análise de dados e na automação de processos, mas não substituem o fator humano. “Você vai precisar de alguém que saiba comandar a ferramenta. A IA depende do conhecimento e da estratégia de quem está do outro lado”, pontua Sabrina. A tecnologia, portanto, atua como apoio, sem eliminar a necessidade de personalização.

AUTENTICIDADE E POSICIONAMENTO

Para 2026, a autenticidade continuará a ser determinante para diferenciação no mercado. Sabrina enfatiza que o posicionamento precisa manter coerência e sofisticação. “Não nos deixamos levar por qualquer tendência ou ferramenta que promete resultados rápidos. Nosso foco é entregar um posicionamento elegante, alinhado à essência do cliente, capaz de atrair os pacientes certos”, afirma.

IMPACTO AMPLIADO

Embora a Fever atue prioritariamente no segmento médico, a empresária ressalta que as tendências mapeadas têm aplicabilidade em diferentes áreas. O marketing do futuro, segundo ela, será avaliado não apenas pela visibilidade conquistada, mas pelo engajamento, pela qualidade da experiência oferecida e pela transformação de clientes em embaixadores das marcas.

 

]]> Vídeos de deepfake são um dos maiores desafios sociais da atualidade https://conecta.social.br/videos-de-deepfake-sao-um-dos-maiores-desafios-sociais-da-atualidade/ Sat, 27 Sep 2025 11:45:46 +0000 https://conectasc.com.br/?p=112166 Os vídeos de deepfake têm se consolidado como um dos maiores desafios sociais da atualidade. Produzidos por meio de inteligência artificial (IA), esses conteúdos manipulados combinam realismo visual e sonoro a ponto de dificultar a distinção entre o que é verdadeiro e o que é fabricado. Especialistas alertam que a expansão desse fenômeno traz riscos para a confiança pública, para os processos democráticos e para a preservação da memória coletiva.

O que são vídeos de deepfake

O termo “deepfake” resulta da junção das palavras deep learning (aprendizado profundo) e fake (falso). Ele se refere a vídeos manipulados com uso de técnicas avançadas de inteligência artificial que permitem substituir rostos, vozes e até gestos de pessoas reais por representações artificiais quase indistinguíveis.

De acordo com o Brookings Institution, essa tecnologia pode ser empregada de forma legítima, como em produções audiovisuais e entretenimento, mas também pode ser utilizada de maneira maliciosa, com finalidades políticas, econômicas ou criminosas. O crescimento desse recurso tem ampliado os debates sobre autenticidade digital e segurança da informação em escala global.

Avanço tecnológico e contexto atual

De acordo com reportagem do Cinco Días (El País), ferramentas de deepfake em tempo real já conseguem imitar voz e imagem de indivíduos durante videoconferências, viabilizando fraudes milionárias. Em um caso ocorrido no Reino Unido, perdas ultrapassaram 35 milhões de dólares. Projeções da TechRadar indicam que
que deepfakes de IA causarão US$ 40 bilhões em perdas até 2027.

Memória coletiva e percepção da realidade

Um estudo publicado no repositório acadêmico arXiv por Pataranutaporn e colaboradores demonstrou que vídeos de deepfake e imagens manipuladas por IA aumentam em até 2,05 vezes a formação de memórias falsas em comparação a conteúdos originais. Os participantes também relataram maior confiança nessas lembranças incorretas, o que revela um risco significativo para a preservação da memória coletiva.

Desinformação, reputação e democracia

Pesquisas conduzidas pela professora Viorela Dan e divulgadas na revista Journalism & Mass Communication Quarterly concluíram que vídeos de deepfake e “cheapfakes” provocaram danos substanciais à reputação de um político inocente. A investigação também apontou que abordagens jornalísticas com checagem aprofundada reduzem esses impactos.

Outro efeito identificado por especialistas é o chamado “dividendo do mentiroso”, no qual fatos reais são desacreditados como falsos. O conceito foi discutido em análises da TechRadar e do portal científico Phys.org.

Crimes digitais e impacto econômico

Casos documentados pelo Phys.org e pela consultoria MEA Integrity mostram que vídeos de deepfake têm sido utilizados em extorsões, seja por manipulação audiovisual em chamadas de vídeo, seja por clonagem de voz em fraudes corporativas. Tais episódios reforçam a necessidade de protocolos mais robustos de autenticação digital e de segurança cibernética.

Riscos psicológicos e sociais

A pesquisadora Joanna Bryson alerta que a disseminação de vídeos hiper-realistas pode comprometer a capacidade de diferenciar realidade e ficção, agravando o fenômeno da pós-verdade. O Serviço Canadense de Inteligência de Segurança acrescenta que esse tipo de manipulação pode ser explorado em campanhas coordenadas de desinformação, com consequências sociais duradouras.

Medidas regulatórias e responsabilidade

Relatório da União Internacional de Telecomunicações recomenda a adoção de marcas d’água digitais e padrões globais para autenticação de conteúdos audiovisuais.

O Parlamento Europeu também propôs punições rigorosas contra falsificações digitais maliciosas, enquanto no Reino Unido a pressão por regulamentação cresceu após golpes publicitários envolvendo deepfakes, de acordo com reportagem do The Guardian.

O impacto crescente dos vídeos de deepfake na sociedade

Os vídeos de deepfake representam um marco tecnológico que ultrapassa o entretenimento e impacta diretamente a confiança pública, a integridade da informação e a segurança digital. Especialistas apontam que a combinação entre regulação, desenvolvimento de ferramentas de detecção, educação midiática e padrões de transparência é a estratégia mais eficaz para enfrentar os riscos e preservar a autenticidade das informações em circulação.

 

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Previdência Social implementa a obrigatoriedade da linguagem simples no atendimento ao cidadão https://conecta.social.br/previdencia-social-implementa-a-obrigatoriedade-da-linguagem-simples-no-atendimento-ao-cidadao/ Tue, 02 Sep 2025 23:29:29 +0000 https://conectasc.com.br/?p=108007 A obrigatoriedade da linguagem simples passa a ser uma exigência oficial em todos os órgãos e entidades vinculados à Previdência Social, conforme a Portaria nº 1.725 assinada pelo ministro Wolney Queiroz, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (1º/9). A medida aplica-se a cartas, notificações, páginas eletrônicas, aplicativos, manuais, formulários, materiais informativos e respostas a demandas.

COMUNICAÇÃO ACESSÍVEL PARA TODOS

O objetivo da iniciativa é garantir que o maior número possível de cidadãos compreenda com clareza os atos do Ministério, com atenção especial a idosos, pessoas com deficiência e indivíduos com baixa escolaridade. Segundo o ministro Wolney Queiroz, “Hoje realizamos um sonho: tornar a Previdência Social mais próxima, clara e acessível para cada brasileiro e brasileira. Nossa missão é cuidar de pessoas. Quando falamos a língua do povo, a Previdência cumpre ainda melhor o seu sobrenome: ser Social”.

PLANOS DE AÇÃO E CAPACITAÇÃO

Nos próximos 30 dias, cada secretaria e entidade vinculada deverá apresentar ao gabinete do ministro um plano de ação detalhado, incluindo cronograma de implementação e a indicação dos responsáveis pelo cumprimento da norma. Além disso, o Ministério promoverá eventos de capacitação e disponibilizará materiais de apoio aos servidores, visando a correta aplicação da linguagem simplificada.

LINGUAGEM SIMPLES COMO INSTRUMENTO DE JUSTIÇA SOCIAL

A Previdência Social administra atualmente mais de 40 milhões de benefícios mensais e está presente na vida de cerca de 100 milhões de brasileiros. Com a implementação da obrigatoriedade da linguagem simples, a comunicação deixa de ser apenas um meio informativo e passa a atuar como instrumento de inclusão e justiça social, reforçando o compromisso do Ministério em atender a população de forma transparente e compreensível.

Com informações da Agência GOV

 

 

 

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